"O rádio é a escola dos que não têm escola. É o jornal de quem não sabe ler; é o mestre de quem não pode ir à escola; é o divertimento gratuito do pobre; é o animador de novas esperanças, o consolador dos enfermos e o guia dos sãos - desde que o realizem com espírito altruísta e elevado." Com essas palavras, Roquette Pinto, o patrono do rádio brasileiro, costumava definir esse veículo tão popular e fascinante que é o rádio.
Apesar de todos os avanços tecnológicos, o rádio ainda é o grande companheiro. Todas as pessoas podem possuir um radinho de pilha e transportá-lo para todos os cantos. Ele se adapta à vida das pessoas sem muitas exigências. Para muitos, principalmente no interior do país, o rádio é a mais importante e às vezes a única fonte de informação.
O rádio, no Brasil, é importante porque:
- O país possui muitas áreas de complicado acesso, o que dificulta a divulgação de informação por meios impressos, como jornais, livros e revistas;
- As taxas de analfabetismo são ainda muito altas, o que impede o aprendizado pela leitura;
- Algumas faixas da população não dispõem de recursos para assinar jornais e revistas ou comprar televisores;
- Ao contrário de outros países de proporções continentais e em fase de desenvolvimento, fala-se a mesma língua em todo o território nacional;
- Conforme escreveu Mário Salimon, no livro Escola Brasil, "o povo brasileiro é verbal", gosta de conversar, dialogar, explicar as coisas. E a linguagem do rádio é assim, informal. Por isso, as informações são compreendidas com mais facilidade pelo público dessas regiões.
Apesar de todas essas características favoráveis, o rádio ainda é um veículo pouco usado no Brasil para promover a educação. São raros os programas que tratam desse tema. Mas quando isso acontece, e o produto é bem elaborado, o retorno é garantido e imediato. O próprio Escola Brasil é o melhor exemplo disso.
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